A algum tempo atras escrevi esse poema, poema que eu oferecia a um grande amor ou na verdade a grandes amores que rompiam a barreira do tempo para serem vividos em doces lembranças, lembranças essas que podiam ser acessadas em canções, cheiros e lugares e que de um modo ou de outro me faziam sorrir como se de algum modo ainda fossem vividas, dando margem aquela historia de que nunca deixamos de amar... Então achei por bem transcreve-lo para cá, para que não se perdesse.
"Nos hiatos da agonia minha'lma cambaleante dançava tropeçando em retalhos e minha dor desdobrou-se em poema, nele o tempo escorria a conta gotas resíduo dos olhos... Na superficie alcançavel meu corpo em espasmos sofregos passeava descalço por multidões e desertos... Desassossego e caos movimentando minha'lma, onde na abóboda de meu peito nosso amor surgiu e repousa suspenso no mundo inteligível dos sonhos"

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